quinta-feira, 21 de maio de 2009

A polêmica relação de Foucault com a Revolução Iraniana

Quem mexeu no meu paradigma?!


Ontem, ao ouvirmos mais uma palestra do seminário "A condição humana" na UFRGS, o filósofo Antonio Cicero apresentou uma polêmica que aparentemente não está muito difundida entre os acadêmicos brasileiros, o que ficou demonstrado pela surpresa da platéia (na qual nos incluimos): o filósofo francês Michel Foucault, venerado na academia brasileira em geral, trabalhou como correspondente do jornal italiano Corriera dela sera em 1978 e 1979, onde publicou suas matérias jornalísticas retratando o que via na Revolução Iraniana. A surpresa de todos está no fato de que Foucault não condenou aquela revolução, mesmo sabendo do seu caráter teocrático e contra os direitos humanos. Claro, para bom entendedor de Foucault (o que infelizmente não é nosso caso), a crítica da modernidade é pressuposto para um relativismo libertário, seja lá o que isso for. Enfim, confira no blog do palestrante a polêmica apresentada ontem. (Vale a pena ler os comentários abaixo do artigo, pois a discussão também se desenvolve naquele espaço).

Ainda existe um livro em língua inglesa publicado em 2005 sobre o tema, Foucault and the Iranian Revolution: Gender and the Seductions of Islamism. Infelizmente ainda não tivemos acesso. Um psicanalista italiano radicado no Brasil também deu sua opinião sobre a questão. Mas já há defensores da atual vedete da academia brazuca, e seus argumentos começam a ser esboçados aqui.

Enfim, boa polêmica a todos!


3 comentários:

Bonaldo disse...

Não acho Foucault a "atual vedete da academia brasileira". A moda dele já passou.

Nauber disse...

É que no evento da "condição humana" ele pareceu bem atual; ao menos metade das 10 mesas apresentaram e defenderam alguns pontos de vista (senão todos) do Foucault.

Gilson Junior disse...

Opa, opa...

Caráter teocrático? Realmente o fimd a revolução foi esse, mas a explosão desta foi socialistaça. Tá, com um caráter de frente e tudo o mais, mas com presença primordial das esquerdas.Não dá pra reduzir à uma revolução teocrática senão na guinada final.