A briga entre setores do jornalismo brasileiro tem produzido efeitos interessantes: o debate sobre o apoio de corporações aos regimes ditatoriais brasileiros e todos seus atos truculentos contra os direitos humanos. Nesse episódio, o Jornal da Record (da Igreja Universal, maior desafeto da Folha de São Paulo atualmente) traz uma reportagem especial sobre o apoio da Folha da Tarde, hoje Folha de São Paulo, às práticas da ditadura brasileira inaugurada em 1964. Toda essa movimentação foi inaugurada por um recente editorial da Folha que qualificou os regimes brasileiros como "ditabranda", em comparação aos semelhantes em outros países latino-americanos. Achamos que a Folha inventou uma nova máquina, uma espécie de ditadômetro, no qual são inseridas os dados sobre número de mortos, de torturados, a área do país... tal equação deve gerar um adjetivo para tais regimes, de acordo com os critérios da tal máquina. Afinal, o editoral da Folha tem usado critérios de comparação para afirmar que no Brasil se sofreu menos, como se sofrimento fosse passível de medição estatística. Eis a história em disputa. E a nossa inteligência também.
Sonhar...
4 horas atrás
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